A Escola Pedro Amazonas Pedroso, no bairro do Souza, em Belém, é a
primeira a receber, este ano, as oficinas de mídia popular Biizu, da
Diretoria de Comunicação Popular e Comunitária da Secretaria de Estado
de Comunicação (Secom). Desde segunda-feira (30), os jovens da escola
participam de cursos em audiovisual, desenho, web, jornalismo impresso,
fotografia, grafite e rádio. A meta é capacitar pelo menos 2,5 mil
pessoas em todo o Estado.
Durante as oficinas, os alunos criam blogs, programas de rádio,
textos e exposições fotográficas, entre outros produtos que são expostos
no fim dos cursos. Cada curso tem duração de 20 horas e, ao final das
aulas, os alunos recebem certificado de participação. Ao final das
oficinas, os produtos das atividades também são divulgados no site do
projeto, www.biizu.com.br. As oficinas seguem até sexta-feira (04/03).
Julli Serrão, de 16 anos, é uma das alunas que vêm se destacando na
oficina de rádio. A jovem cursa o primeiro ano do ensino médio e
pretende prestar vestibular para direito. “Tem sido uma oportunidade
muito legal. Como sou uma pessoa mais desinibida, o curso tem sido um
oportunidade para desenvolver minha comunicação. Com a oficina posso ter
uma noção de como funciona uma rádio. Agora vejo que existem muito mais
pessoas envolvidas, além do locutor, e como se dá a busca pela
notícia”, comenta.
Diana Gemarque, de 16 anos, participa da oficina de fotografia.
Ela conta que quando soube que sua escola receberia as oficinas, logo
ficou interessada, por já ter afinidade com a área da comunicação.
“Sempre quis cursar artes cênicas, mas ultimamente tenho pensando muito
em jornalismo. Quando a professora falou das oficinas achei uma grande
oportunidade. Sempre tive um interesse pela fotografia, mas as aulas têm
feito eu me interessar ainda mais. Superou minhas expectativas”, diz a
aluna.
Habilidades
Para a diretora da escola, Dircineide Pinto, as oficinas somam ao
trabalho pedagógico desenvolvido no colégio. “É uma forma de ocupar o
tempo dos nossos jovens de uma forma consciente e também de resgatar
muito deles. Os alunos, por exemplo, que praticam a pichação, depredando
o patrimônio público, aprendem uma forma positiva de usar essa
habilidade, com a grafitagem. Tem gente que tem vontade, mas não
desenvolve por falta oportunidade. E essa é uma”, afirma a diretora.
Dircineide foi apresentada ao projeto por uma professora da escola,
Ivanilce Santos. “Fiz as oficinas durante a feira pan-amazônica do livro
e achei uma excelente oportunidade para nossa escola. Mandei o ofício e
a equipe me retornou perguntando se a escola realmente queria”, conta a
professora.
Felipe Braun, um dos coordenadores do projeto destaca que, este ano, o
Biizu também dá início a uma espécie de ampliação do projeto, em que,
ao invés de apenas um curso, os alunos serão capacitados para todas as
mídias. Para isso, o período das aulas se estende e passa a ter duração
de um mês. Ainda neste semestre, um projeto piloto será posto em prática
na Escola Vilhena Alves, para os alunos que fazem parte do Núcleo de
Atividades de Altas Habilidades.
Fonte: Agência Pará


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