sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Oficinas do Biizu capacitam jovens da escola Pedro Amazonas Pedroso

A Escola Pedro Amazonas Pedroso, no bairro do Souza, em Belém, é a primeira a receber, este ano, as oficinas de mídia popular Biizu, da Diretoria de Comunicação Popular e Comunitária da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom). Desde segunda-feira (30), os jovens da escola participam de cursos em audiovisual, desenho, web, jornalismo impresso, fotografia, grafite e rádio. A meta é capacitar pelo menos 2,5 mil pessoas em todo o Estado.

Durante as oficinas, os alunos criam blogs, programas de rádio, textos e exposições fotográficas, entre outros produtos que são expostos no fim dos cursos. Cada curso tem duração de 20 horas e, ao final das aulas, os alunos recebem certificado de participação. Ao final das oficinas, os produtos das atividades também são divulgados no site do projeto, www.biizu.com.br. As oficinas seguem até sexta-feira (04/03).

Julli Serrão, de 16 anos, é uma das alunas que vêm se destacando na oficina de rádio. A jovem cursa o primeiro ano do ensino médio e pretende prestar vestibular para direito. “Tem sido uma oportunidade muito legal. Como sou uma pessoa mais desinibida, o curso tem sido um oportunidade para desenvolver minha comunicação. Com a oficina posso ter uma noção de como funciona uma rádio. Agora vejo que existem muito mais pessoas envolvidas, além do locutor, e como se dá a busca pela notícia”, comenta.

Diana Gemarque, de 16 anos, participa da oficina de fotografia.

Ela conta que quando soube que sua escola receberia as oficinas, logo ficou interessada, por já ter afinidade com a área da comunicação. “Sempre quis cursar artes cênicas, mas ultimamente tenho pensando muito em jornalismo. Quando a professora falou das oficinas achei uma grande oportunidade. Sempre tive um interesse pela fotografia, mas as aulas têm feito eu me interessar ainda mais. Superou minhas expectativas”, diz a aluna.
Habilidades

Para a diretora da escola, Dircineide Pinto, as oficinas somam ao trabalho pedagógico desenvolvido no colégio. “É uma forma de ocupar o tempo dos nossos jovens de uma forma consciente e também de resgatar muito deles. Os alunos, por exemplo, que praticam a pichação, depredando o patrimônio público, aprendem uma forma positiva de usar essa habilidade, com a grafitagem. Tem gente que tem vontade, mas não desenvolve por falta oportunidade. E essa é uma”, afirma a diretora.

Dircineide foi apresentada ao projeto por uma professora da escola, Ivanilce Santos. “Fiz as oficinas durante a feira pan-amazônica do livro e achei uma excelente oportunidade para nossa escola. Mandei o ofício e a equipe me retornou perguntando se a escola realmente queria”, conta a professora.

Felipe Braun, um dos coordenadores do projeto destaca que, este ano, o Biizu também dá início a uma espécie de ampliação do projeto, em que, ao invés de apenas um curso, os alunos serão capacitados para todas as mídias. Para isso, o período das aulas se estende e passa a ter duração de um mês. Ainda neste semestre, um projeto piloto será posto em prática na Escola Vilhena Alves, para os alunos que fazem parte do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades.


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